Conheci Alexandra quando ainda éramos crianças, para ser mais exato na fila do algodão doce no aniversario da Fernanda. Nos tornamos amigos logo de cara, alias não era muito dificil pegar amizade com aquela baixinha.Passamos nossa infância inteira juntos. O tempo passou e veio a adolescência e nos unimos mais ainda nessa fase, não tenho outra lembrança se não as noites em claro conversando, rindo, chorando ou até mesmo aqueles momentos em que o silencio dominava e logo em seguida caiamos na gargalhada.
Terminamos o ensino médio com total tranqüilidade e logo estávamos a um passo da faculdade, íamos cursar áreas diferentes, mas não conseguíamos ficar separados até porque era desde o jardim de infância estudando junto, então resolvemos ir para a mesma universidade ( você deve estar se questionando se não nos desgrudávamos... e a resposta é NÃO, não conseguíamos fazer nada sem a ajuda, o auxilio ou apenas o apoio do outro) e assim enfrentávamos mais uma fase de nossas vidas.
Já estávamos a algum tempo na faculdade quando Alexandra conheceu Henry, um inglês que estava por um tempo no Brasil.
De inicio confesso que me mordia de ciúmes, até porque ela não fala em outra coisa a não ser ele, mas logo cai na real e parei com essa bobagem. Depois de dois meses ele e Alexandra começaram a namorar. Percebi que nos afastamos um pouco, mais não ia bancar o amigo ciumento, ainda mais vendo ela tão feliz do jeito que tava.
O tempo passou de pressa e já estávamos comemorando nossa formatura e foi quando eu vi que minha vida iria perder seu sentido (esta parecendo papo de um cara abandonado, sem namorada ou amigos, mas não é bem assim. Bom, deixa eu continuar explicando que logo vocês entenderão.)
E como já dizia Shakespeare:
“Depois de algum tempo você descobre que as pessoas com quem você mais se importa são tomadas de você muito depressa.”
E foi com esse trecho em mente que recebi a noticia da proposta que ofereceram a Henry para voltar para a Inglaterra com um ótimo emprego e blábláblá, mas tinha um porem, Henry tinha se apaixonado por Alexandra como nunca ocorreu em sua vida e que não iria aceitar deixar-la aqui e viajar sozinho, correndo o risco de nunca mais vê-la.
Alexandra pediu algumas semanas para poder pensar na proposta, mas em poucos dias já tinha aceitado e corrido atrás de toda documentação.
A viagem aconteceria em três meses e acreditem, demorei mais para escrever essa historia do que esse tempo a passar. E lá estava eu, três meses depois no aeroporto me despedindo de uma amiga que não tinha uma só lembrança que ela não aparecia rindo ou chorando, perdendo ou ganhando junto comigo.
E novamente aqui estou eu, sete anos depois, no mesmo aeroporto esperando Alexandra voltar com meu afilhado. Sim as coisas por lá estavam tão bem que até eu acabei ganhando. Não perdemos o contato nesse meio tempo, mas nenhuma carta ou e-mail substitui uma noite inteira de conversa com minha melhor amiga
Não posso dizer que me arrependo de alguma coisa nessa vida, mas honestamente lamento não ter aproveitado ao maximo nossos momentos juntos.
Agora terei que ir, já foi anunciado o pouso do avião de Alexandra e irei esperar-la no portão de embarque!
Até a próxima!
'Conto inspirado na minha bést mais bést³ de todas!'
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.
Obrigado,
Rodrigo.

3 comentários:
bem, no "comunicado" minha pessoa diz que os contos seriam incríveis e realmente estOU certa! béstinho, amei ! *.* do fundo do meu coração (L) e nossa amizade sempre será assim mesmo, dois chicletinhos =P Parabéns pelo bloguito, já sabe que tenho muito orgulho de você. brigada por tudo (:
muito bom o conto inspirado em fatos reais!
Como sempre seus finais dramáticos e interminaveis...
Gosteiii muito desse, esse sim conta uma história quase igual a realidade, e não o anterior =P
Eu gosto muito de seus textos, nem precisou me falar pra mim vim ver se tinha posts novos, viu?
Abraços e continue escrevendo assim. Rumo à ABL!
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