31 de dezembro de 2008

Feliz 2009'

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há!" ( Legião Urbana )

Existem varias canções que poderiam intitular esse post de final de ano, mas não podia deixar de pedir isso a todos os meus leitores.
Amem tudo e a todos que lhe rodeiam e não só hoje, 31 de dezembro, mas em todos os 365 dias que se iniciara!
Ame, brinque, cante, dançe, corra, sorria, chore, enfim. APROVEITE cada minuto da sua vida como se fosse o ultimo!
Mude, inove, altere e aperfeiçoe todos os seus sonhos e objetivos!
E que a união esteja sempre envolvendo você, leitor do EVERYTHING, com quem te ame!
Sinta, arrisque, tente, experiemente, enfrente todas as oportunidades que a vida lhe oferecer!
Não espere a meia noite para pensar em mudar, comece o ano de 2009 mudado!
Ame quem te ame, goste de quem te gosta, torça por quem torce por você, e os outros? Deixe os outros para a vida, ela saberá o que fazer!

É o que o EVERYTHING deseja a todos os leitores:
Paz, amor, felicidade, união, harmonia, amizades e principalmente TUDO que cada um merece!
A todos um FELIZ 2009 cheio de coisas boas!!!
E claro, sempre ligado aqui no blog!


Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

29 de dezembro de 2008

RecomendaçaO'


bom gente, venho agora recomendar pra vocês um CD fantástico...
Siiim, EVERYTHING não é só textos compridos e melancólicos...
O Teatro Magico... é um conjunto(?) maravilhoso que mistura a arte, literatura, musica e poesia.
Recomendo a vocês pois é muuito bom!
Vocês verão algumas letras deles intitulando meus post's! é só esperar
Confiram!

Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

28 de dezembro de 2008

Despedida'

"Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. " ( W. Shakespeare. )

"Era uma manhã normal de um mês qualquer do ano de 1918, completava meus 19 anos quando o mensageiro toca em nossa porta trazendo o que acabaria com minhas esperanças de vida.
Ele possuía em suas mãos a convocação para ingressar no exercito nacional.
Para qualquer outro jovem isso seria uma oportunidade única, mas pra mim? Pra mim era uma passagem só de ida, quer dizer os que conseguia voltar vinham faltando pedaços ou completamente malucos e não recebiam o mérito pela sua coragem e amor a pátria como sonhavam.
Eu, diferente de todos jovens daquela época, nunca gostavra de esportes, festas e das farras copiadas das rádios-novelas estrangeiras.
Porém não tinha o que ser feito e em menos de uma semana já havia cancelado o curso de advocacia que lutará tanto para ingressar na capital e deixara Manuela para partir rumo a guerra.
Isso foi o que mais dilacerou meu coração, ver minha futura noiva aos prantos enquanto embarcava com destino a morte.
Ver aquela doce menina dos olhos verdes que me conquistara durante as tardes de estudo se esvaindo em lágrimas enquanto me segurava forte contra seu corpo durante um eterno abraço acabou com qualquer coragem que deveria me transbordar naquele momento.
Sua despedida me ferirá mais que qualquer tiroteio em campo inimigo.
Me soltei de seus braços segurando as lágrimas que teimavam em escorrer e tomei meu lugar no vagão. Durante o percurso, a imagem de Manuela as lágrimas não abandonara minha mente se quer um minuto e era o que me fazia amaldiçoar cada vez mais aquele que escolherá meu nome na lista de convocação.
A longa viagem forçava todos a dormir, pudera eu fazer isso. Sonhos assolavam meu sono a todo momento, me fazendo acordar assustado e foi num desses pesadelos que Pedro, um marinheiro que estava sentado no banco de trás me acordou.
Despertei desesperado e ele me acalmou, disse que era assim mesmo na primeira viagem e me mandou ficar tranquilo.
Fomos conversando o caminho todo até chegarmos na capital, aonde iríamos cada um para sua base, já que ele não sentia sono e eu, eu menos ainda.
Pedro era um jovem serio, mas não deixava de ser simpático e trazia esperanças nos olhos, era calmo e muito concentrado. Nos tornamos amigos naquele momento.
Ao chegar na capital, logo peguei uma caderneta e escrevi o que eu passei pela viagem, e a primeira impressão do alojamento.
Passaram meses e eu fui escalado para viajar novamente. Meu coração se apertou e minha esperança de voltar pra casa logo se extinguiu.
Escrevia cartas e mais cartas para Manuela contando como era meu dia e o quanto ela fazia falta, e acreditem... Como ela fazia. E aproveitava sempre para cobrar-la, de uma maneira amorosa, que eu estivesse sempre vivo em seu coração e que ela não esquece-se de contar como passava.

Embarquei num dia 23 de Março do ano seguinte sem saber para onde ia, apenas que enfrentaríamos combates sangrentos.
Me lembro de ouvir o pranto de vários soldados no alojamento durante a noite, sim estávamos apavorados. Também pudera, estávamos indo para o campo de batalha pela primeira vez depois de um ano sem noticia de familiares.

Eu escrevia, e escrevia muito. Me recordo de um avô me dizendo que nos momentos dificeis escrever seria uma otima forma de reflexão, nunca deixei de escrever desde então. Escrevia cartas, poemas, contos. Sempre tive a facilidade de dançar com as letras e isso me ajudou durante o tempo que fiquei isolado de tudo que amava.

As noticias que vinham dos campos não eram nada animadora pra nós que estaríamos entrando em batalha dali poucos dias. Isso me preocupava e me fazia lembrar de todos os momentos com meus pais, com Manuela e isso me deixava triste.

Nossa primeira luta vencemos e eu sai ileso e assim sucedeu por mais algumas batalhas.

Já haviam se passado três anos desde que fui convocado e deixei minha noiva. Era uma tarde de Outubro que os alarmes soaram e não tivemos tempo de nos armar, o nosso alojamento fora bombardeado por aviões inimigos e todos foram pelos ares.

A bomba caiu próximo do quarto aonde estava, me projetando parede a fora. Nesse dia me machuquei bastante, tendo que voltar para minha base inicial, na capital.

No caminho de volta, agradecia a cada momento por estar voltando e talvez logo poderia estar em casa, reencontrar Manuela e continuar minha vida.
Foi enquanto eu sonhava com isso que sinto uma mão no meu ombro, era Pedro.
-Posso me sentar?
-Claro, Pedro.
Ele trazia em mãos um malote cheio de cartas abarrotadas.
-Isso aqui é seu, quando você foi convocado para viajar ninguém avisou sua mudança e todas as cartas destinadas a você chegavam aqui e ao ver que iam jogar fora... resolvi guarda-las pra você.
-Não esperava te reencontrar, posso dar uma olhada?
-Claro, são suas.
Eu comecei abrir carta por carta, eram todas de Manuela.
-Não entendo, essas cartas eram pra ter chego a tempos atrás, e nunca senti nem o cheiro.
Ao começar a ler as cartas me emocionei, cai em choro como uma criança e acabei manchando mais ainda as linhas daquela triste carta.
Me arrependi profundamente por ter pensado que Manuela havia me esquecido.
Dessa vez peguei no sono e ao acordar já estava na base, meus ferimentos doíam muito e eu queria ir pra casa.
O medico do batalhão me examinou e por sorte disse que não teria condições de continuar em combate.

As minhas preces finalmente seriam atendidas e logo já estaria embarcando para minha cidade.

Ainda não tinha terminado de ler as cartas mandadas por Manuela, e foi numa carta escrita do dia 14 de Julho do ultimo ano que fez meu coração quase parou.

"Já faz uma semana que não me alimento direito, me sinto fraca.

Não pela falta de comida, mas pela sua falta.

A saudade me consome minuto a minuto, você não me responde as cartas.

Deve estar morto, Não! Morto não pode estar! Por favor, não morra meu amor!

Vou me deitar, nada mais faço alem de dormir.

Espero sonhar com você novamente...

Eternamente seu amor, Manuela."

E assim se sucedia todas as cartas até hoje, véspera de natal do ano de 1922.

Já estava entrando em desespero por ver o estado de Manuela e eu sem poder fazer nada, mas minha viagem para casa só estava prevista após o novo ano.

Finalmente a passada de ano acontecera e eu estaria indo para casa pela manhã, ao chegar a tristeza que deixei ao partir, continuara a mesma. Ao me aproximar da porta, vejo varias pessoas chorando, sem entender nada. Meu coração se acelera, o que teria acontecido?

Ao chegar próximo, enxergo um caixão e dentro, vejo minha doce Manuela, pálida e sem vida. Seus olhos verdes como o mar, agora estavam mortos, sem reação ao me ver.

Aquilo me ferirá mais que qualquer guerra, ver minha Manuela deitada naquele caixão fez que eu perdesse o chão de meus pés. Era como se todo o sentido de minha vida tivesse se perdido e me abandonado naquele momento. Meu peito se esvaia em lágrimas e meus olhos perdera totalmente o brilho de outrora.

Logo adoeci, mas a morte não fora generosa comigo, me trazendo firme e forte até hoje.Hoje já estou velho, e lendo o diário aonde se encontra essa historia de vida me emocionei."

-Pai, que historia mais linda!

-É linda sim, Manuela! A historia de seu vô é muito emocionante mesmo.

-Posso ficar com esse diário papai?

-Sim minha filha, fique com ele sim!

'Longo, mas espero que gostem!

Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

27 de dezembro de 2008

Lembranças'

"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar...!" ( O Teatro Magico )

Pois bem, lembranças são grandes tesouros que temos guardados em nossa memória, pode ser uma musica, um dia, uma pessoa, um alimento. Qualquer coisa pode ser lembrada em segundos, ou em horas.
Quem nunca ouviu alguem antigo dizer:
"Eu me lembro quando eu tinha sua idade..."
Lembranças nos tras, alem de lagrimas, a saudade, os sorrisos, animo e vontades!
Já me peguei varias vezes me lembrando de uma cena de um filme, de um trecho de musica, de uma imagem, de uma foto, de uma pessoa.
Talvez as lembranças alimentem nossos desejos para o futuro.
Talvez as lembranças mostrem de onde viemos, para que possamos saber para onde iremos!
Ou talvez, as lembranças sejam apenas lembranças que servem apenas para nos lembrar do que aconteceu ontem!
Sem mais...
'Espero que gostem (?)
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

23 de dezembro de 2008

Castelo de Cartas'

"É engraçado como a felicidade é um castelo de cartas, a gente parece que tem tudo na mão. Parece que as coisas estão todas no lugar certo, mas basta um ventinho de nada para embaralhar e colocar tudo de cabeça para baixo." ( Alice )

Como a frase que inicia o meu post de hoje diz: 'basta um ventinho de nada para embaralhar e colocar tudo de cabeça para baixo'. Realmente, num ano tão conturbado como esse, nada mais nada menos que um vendaval passou pela minha vida nesses ultimos tempos desmoronando meu castelo de cartas. Ainda sobra alguns resultados da ultima catastrofe, mas graças a Deus tudo esta voltando ao seu lugar e meu castelo de cartas ja esta sendo montado novamente, talvez não mais alicerciado por ilusões nem algo impossivel de acontecer, mas sim por coisas e pessoas tão reais como eu e meus sentimentos.
Mas dentro de minha imença ingenuidade (cof cof!) larguei a janela aberta e novamente o vento da decepção tentou destrui-lo novamente, talvez dessa vez fui mais rapido e consegui fecha-la a tempo, apenas algumas cartas despencaram de lá de cima.
Não sei, talvez minhas esperanças estejam com mais forças para se desmoronarem assim, por uma pequena idecisão e insegurança.
E o seu castelo? Está resistente o bastante para resistir a um 'ventinho de nada'?
'Espero que gostem da confusão desse texto ;p

Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

22 de dezembro de 2008

Cigana'

Vinha saindo do almoço rumo ao escritório quando passo por uma praça com algumas árvores e com arbustos floridos, aquela 'paisagem' se destacava em meio ao cinza da cidade.
Guardo a cena em minha mente, prometendo passar por ali mais vezes para observar tão belo lugar e continuo a caminhar apressado a caminho da empresa, quando surge em meio das árvores uma mulher misteriosa, com joias e correntes brilhantes e confesso um tanto quanto fantasiada para o horario e local que nos encontravamos.
Ela me aborda com uma voz melosa me perguntando se não gostaria de ouvir meu futuro em poucos minutos.
-Não obrigado, estou com pressa agora!
Ela batendo suas compridas unhas no baralho que trazia a mão, balançando a cabeça de forma negativa disse.
-Realmente minhas suspeitas se confirmaram, você apressado dessa forma nao tera tempo para aproveitar as coisas simples e boas da vida!
-Como é cigana?
Ela rodopiou seu corpo, e indo a caminho de um tenda montada ao meio da praça, fez o sinal com as mãos para que eu acompanhasse por alguns momentos.
Em minha mente de uma hora para outra se estabelecerá um duelo entre a razão e a curiosidade
"O que ela terá a dizer sobre meu futuro?" dizia a curiosidade.
"Largue de ser besta, essas ciganas são uma furada, corra enquanto há tempo!" rebatia a razão.
Acabei nao resistindo a curiosidade e a segui até a tenda.
-Sabia que você viria até aqui, sua curiosidade é maior que a pressa, isso é muito bom!
Novamente a razão resmungava em meu pensamento:
"Deixa disso, ela só quer pegar alguns trocados, vá embora!"
-Me fale mais cigana, o que você ve?
Ela pegou minhas mãos e as estendeu sobre um pano macil que ela trazia amarrado em sua cintura, mas que agora estava estendido sobre uma pequena mesa.
Ela me dizia coisas encantadoras e ao mesmo tempo suas palavras me arrepiavam pela forma que bailavam ao sair de sua boca!
Perguntei coisas sobre amor, trabalho, familia, saúde e o que mais me espantava era que todas as respostas se nao batiam com o atual, confirmavam meus planos para um futuro não tao distante.
E ao ve-la embaralhando as cartas de tarô me passou pela cabeça o que uma moça tão jovem, bela, de boa fala e modos estava fazendo numa tenda no meio de uma praça.
-O foco aqui hoje meu rapaz, é você. Não pense em outras coisas e concentre-se no corte das cartas.
Fiquei espantado pelo o que ela me falou.
Gaguejando perguntei para ela repetir.
-Quem sabe num dia em que você nao tenha pressa, conto minha historia a você meu querido, mas agora vamos nos concentrar esta bem?
Novamente fiquei surpreso com aquela doce cigana, continuamos as previsões e palavras confortantes até mais algum tempo, quando ela disse:
-O que me era permitido lhe dizer, ja foi dito. Agora siga tua vida querido sem temer o futuro!
Agradeci a jovem cigana e ao tirar a carteira do bolso para compensa-la pelo serviço lhe estendo a mão com algumas notas e moedas que nao cabe aqui dizer o valor.
Ela apenas pega as moedas douradas que estavam na palma de minha mão e me diz que nao fizerá tanto por merecer aquilo.
-Eu cumpro uma missão, nao me é de direito aceitar nada além daquilo que preciso para compri-la! Agradeço querido, mas nao posso aceitar!
-Entendo! Obrigado jovem cigana, e prometo voltar para ouvir sua historia!
E fui embora intrigado mais ancioso para curtir minha vida sem pressa, dando valor as coisas simples.
Passava sempre em frente aquela praça, mas nunca mais avistei a tenda da jovem cigana.
Vá entender!
'Espero que gostem!
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

21 de dezembro de 2008

Natal'

Ahh o natal, data maravilhosa que modifica as pessoas. Tornando-as carinhosas, caridosas, humildes, bondosas e até solidarias!
O espírito natalino reina sobre a televisão, as ruas, o comercio e as pessoas!
O sentimento de união, fraternidade e companheirismo invade as empresas, escolas, casas, hospitais e outros estabelecimento tornando todos mais alegres e felizes!
Siiim, o glorioso natal...Sem falar na véspera de natal, ao pensarmos isso lembramos aquele pernil douradinho, uma bela garrafa de vinho, frutas, panetones,doces e muuuita comida! alem dos presentes embaixo da árvore, a felicidade das crianças e até dos mais velhos.
Siim, aquele casal de velhinhos que sempre aparece na propaganda da televisão felizes da vida de ver toda a família reunida comemorando o natal.
Mas perai, não é querendo estragar o clima natalino e toda essa cena bonita, porem... e o resto do ano? o que acontece?
O que acontece com toda a solidariedade, bondadade, fraternidade, companheirismo, união, felicidade de outrora??
Pois é, os outros 361 dias do ano você nao quer olhar para a cara daquele seu tio, muito menos aguenta ouvir a voz do seu patrão, ou consegue permanecer do lado daquele seu colega mala, mas por que entao no natal tudo isso muda?
Engraçado ver você, que cá entre nós, passou o ano inteiro falando mal daquela sua colega de classe dar varios abraços e fazer varios elogios AGORA no natal!
E nem vamos falar de você, que fez de tudo para que seu patrão demitisse o pobre do carinha da maquina de copias agora te ver rasgar metros e metros de seda durante a ceia da empresa!
Vamos fazer o seguinte, faltão 10 dias para o ultimo dia do ano, esqueceremos os outros 355 e iremos pensar no dia numero 1 de 2009, ok?
Que tal fazermos diferente? Para que esperar o natal para abraçar aquela sua tia fofoqueira, ou elogiar o trabalho do seu colega de empresa? E por que não, em vez de criticar a sua amiga pelo jeito que ela se veste você nao ajuda ela a se vestir menos mal!?
Sim, vamos fazer durante o ano, o que esperamos para fazer no natal!
Tenho total certeza que vocês nao vão se arrepender!

O EVERYTHING deseja a todos um OTIMO Natal e um MARAVILHOSO Ano Novo, e por que não um 2009 cheio de FELICIDADES!?
É o que eu desejo a todos os leitores desse blog e de todo o meu coração:
Muito Obrigado!
Espero reencontrar todos vocês nesse proximo ano que se inicia!
Boas Festas
'Espero que gostem!
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

20 de dezembro de 2008

Insegurança...

Não sei se aquele velho ditado que diz: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia” é verdadeiro, só sei que ultimamente vem acontecendo varias coisas legais na minha vida, e todas para variar, ao mesmo tempo.
Terminei o ensino fundamental bem, superei minhas decepções de 2008, conquistei varias amizades legais e principalmente, consegui a confiança de varias pessoas, ganhei uns presentes interessantes e até conheci uma garota que nossa, veio como um bote salva-vidas numa tempestade em auto-mar! (Sim, isso mesmo, que adianta um bote salva-vidas sendo que o que você ta enfrentando é uma tempestade em auto-mar?)
Para quem levou alguns tropeções, esses ‘acontecimentos’ não são nada mal, talvez ai que more o problema.
Não sei o que acontece comigo, mas nesse instante o que me domina não é a empolgação, ou felicidade de alguns dias atrás, porem um medo tomou conta de mim!
Sim, um medo (ou insegurança) que fazia um certo tempo que não imaginará sentir.
Não sei explicar, estou apenas MUITO confuso, inseguro e realmente desconfiado com tanta coisa boa que vem me acontecendo.
Não entendo, parecia que tudo estava voltando para o seu devido lugar, e agora me vejo temendo meu próximo passo, minha próxima palavra, minha próxima atitude.
Talvez esteja precisando de um empurrão para que eu saia por ai sem controle de meus passos, sentimentos, medos, pensamentos.
E se eu não tivesse esperado algo mais intenso logo de cara e esteja perdendo a oportunidade de ser feliz ao desperdiçar a chance de me entregar pouco a pouco a algo?
Será que eu to tendo ‘dó’ de mim novamente?
Estou perdido, essa é a grande realidade. Pode ser que por eu ter tido grandes altos e baixos nesse ano, seja uma forma de proteção esse medo agora! Mas por que logo agora que tudo parece se ajeitar?
Tantas perguntas e a única resposta que me vem a mente é: ‘não sei!’
Me sinto como se tivesse um precipício a minha frente, e a parede as minhas costas fosse me empurrado rumo a queda inevitável.
O que fazer? O que dizer? Como agir? Como prosseguir?
Minha mente esta girando em torno de um ponto de interrogação, que tem tréguas quando estou em contato justamente com o que mais me traz medo!
Como isso? Não que seja algo ou alguém assustador, não pelo contrario.
Mas será que eu realmente despertei algo nesse alguém que eu não poderei levar adiante?
Não é possível, o que eu mais queria era despertar algo em alguém, e agora que eu possa ter feito isso, eu não estou preparado?
Como pode?
Depois de ter passado pelos becos escuros, não querer repousar ao sol em uma grama verde?
Ta, já chega de perguntas Rodrigo! Corra atrás das soluções!
'desabafo²
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

13 de dezembro de 2008

Ela, ela e mais ela!


Tudo parecia desconhecido, novo e extremamente distante de mim quando entrei naquele salão.
Aquelas luzes, aquelas pessoas, aqueles rostos.
Estava um tanto quanto perdido no meio daquele falatório tão desconhecido para mim, até que a musica começa a tocar e me deixa mais a vontade.
Não me contendo na cadeira, começo a balançar o pé e a cabeça no ritmo da musica e quando me dou conta estou de pé no salão dançando como se a musica me abraçasse e me guiasse no embalo perfeito.Ainda me sentia deslocado, porem quando cruzo meu olhar ao dela meu coração se enche de esperança e tranquilidade, o salão cheio de belas pessoas parecia se esvaziar, um a um, nos deixando à sós, aquele sorriso me deixava sem rumo, aqueles olhos me deixavam hipnotizados e o seu bailar me deixavam sem noção do tempo ou do espaço.
Meus pensamentos estavam confusos, meu corpo com medo e meu coração...meu coração estava se entregando tão facilmente a aquela moça que nem sabia o nome.
A festa acabou e todos iam embora, mas meu pensamento com ela seguiu me deixando confuso e cheio de vontade.
Aquele sorriso não saiu da minha mente, muito menos seu olhar me deixou em paz, me sentia perdido e confuso.
Como saber o que aconteceria?
Por que um simples olhar fizera que me sentir assim?
Ainda não entendi o porque dela não sair de meu pensamento, mas afinal quem liga?
Seria possível um reencontro, um começo tradicional, um envolvimento completo?
Seria possível tornar a ver aquele olhar cativante, aquele sorriso sincero?
Seria possivel eu ter me apaixonado?
Esteja você aonde tiver, longe ou perto: faça bom uso de meus sentimentos!



'Espero que gostem
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

10 de dezembro de 2008

Para a MELHOR.amiga!

Nosso destino é ficarmos juntos, unidos por um mesmo ideal, espalhar o medo e o caos com nosso veneno mortal. AMIZADE ETERNA (L)

8 de dezembro de 2008

Acontecimentos'


Às vezes nos acontece tanta coisa não é mesmo? Estamos tão vulneráveis a certos acontecimentos que muitas vezes nos questionamos o porquê daquilo ter acontecido.
Será que é o destino, plano divino ou falta de sorte? Não sei responder!
Só sei que quando uma coisa ruim acontece pode esperar que outras piores acontecerão em seguida, não é ser pessimista, mas uma questão de realismo.
Relatarei aqui um episodio ocorrido comigo há umas semanas atrás que preferia esquecer, mas essas coisas não podemos abandonar no calabouço de nossa memória e devemos passar para frente.
Estava andando no final de tarde a caminho do cursinho, o sol ainda não tinha se posto e me clareava a cara, me fazendo não enxergar um passo a frente do nariz, sim aconteceu o que vocês caros leitores imaginam, soquei minha calça recém comprada na poça d’água. Até ai não era nenhuma calça ‘fórum’ ou alguma marca dessas que eu ficaria realmente atordoado de ter me jogado numa poçinha qualquer, mas poxa era minha calça cinza nova que eu tinha adquirido recentemente no brechó de uma tia que não via desde que possuía bochechas fofas e boas de apertar. Fiquei um pouco irritado, mas o que eu poderia fazer naquela altura do campeonato? Seguir em frente!
Antes de chegar ao meu curso, passei ao banco para tirar alguns trocados para comer um lanche ou algo assim ao chegar em meu destino, não sei se foi paranóia minha, mas vi alguns olhares debochados para a barra da minha calça, pequenos buchichos e até risadinhas maldosas. Nesse momento fiquei realmente nervoso e acabei pegando uma quantia inferior ao que planejará pelo fato de estar prestes a perder o controle.
Cheguei ao curso mais aliviado por ver que a barra já havia secado, porém permanecia suja, mas como muitos também andavam com calças rasgadas, faltando pedaços não liguei, pois se esses tipos de calça faz sucesso, por que as minhas um pouco sujas na barra não poderia fazer moda? Continuei meu caminho até a sala 258, lá eu estaria realmente protegido da lei do caos!
Mero engano, quando cheguei à aula já havia começado e tive que esperar até o intervalo para poder entrar, mas não seria tão ruim se eu não tivesse entrado na sala cantando “É o amor!” e com minha adorável calça suja, a turma foi as gargalhadas e eu? Fiquei um pouco mais vermelho do que o vestidinho cor de sangue da professora!
Fui para a cantina comprar alguma coisa bebível para ver se tirava aquela secura da garganta, já que a vergonha que passei ninguém merecia!
Ali no pátio senti-me aliviado, pois nada de ruim poderia me acontecer, pelo menos era o que eu imaginava.
Tia Clotilde me trouxe um copo de suco e disse:
-Fica tranqüilo menino, essas coisas acontecem!
E voltou para a cantina, e eu realmente resolvi aderir aquele pensamento de que era loucura da minha cabeça que eu tivesse pegado alguma mandinga, olho gordo ou até mesmo de calhar de ser uma sexta-feira 13, mas por via das duvidas peguei o sal e lancei para trás, e logo vi que realmente eu não estava azarado e sim fu... , o Professor Pedro diretor do cursinho estava atrás de mim na hora da realização desses ‘descarrego’ e o sal pegou justamente no casaco de lã novinho do diretor, claro que eu, novamente adotei a cor rubra da vergonha e fiquei ali ouvindo o sermão daquele eximiu palestrante.
Tocou o sinal para o intervalo e finalmente pude adentrar a sala e respirar aliviado, ali não teria perigo, ali não ocorreria desastre algum, bem essa esperança passou tão rápido quanto o chiclete que atacaram em direção ao meu cabelo.
Não pude acreditar que em pleno século XXI ainda existia essas guerrinhas em pleno cursinho pré-vestibular, eles saíram rindo e foram tomar um lanche, enquanto eu fiquei ali com a Professora Vera, que já veio logo me avisando que não poderia ficar me atrasando assim, que deveria cumprir com meus compromissos porque se não, não estarei apto para o mercado de trabalho tão exigente.
Caramba, estou com chiclete ‘big big’ mastigado a mais ou menos 2 horas grudado no meu cabelo e ela vem me dizer que eu não estarei apto para o mercado de trabalho, enquanto aqueles bardeneiros que serão futuros médicos, advogados ou arquitetos estarão a solta por ai atirando chiclete nas pessoas? Só não mandei a dona Vera cuidar do marido dela que vivia dando em cima das faxineiras porque a tesoura que estava em minha mão me controlava, felizmente caros leitores, não veio nenhum infeliz e me fez cortar o que não devia do meu cabelo e no dia em que me encontrava essa oportunidade me deixou muito feliz! O resto da aula foi tranqüilo e pelo visto o chiclete havia fechado a serie ‘azarado por um dia’, mas como toda serie que se preze a minha teve que ter uma faixa bônus! Por que não?
Acabada a aula fui para casa refletindo como tinha sido meu final de tarde: poças, atrasos, sal no diretor, chiclete no cabelo e me perguntava o que mais me faltava com um pouco de medo da resposta.
Que só veio a ser revelada quando eu, já todo ensaboado embaixo do chuveiro descubro que todos em casa haviam saído e a chave de luz que não entendo por que cargas d’água fica do lado de fora de casa havia desligado, mas depois do bloco de água gelada cair em meus ombros pouco me importava aonde ficava a porcaria da chave de luz.
Fui dormir espirrando até o cérebro, rezando para que no dia seguinte eu me lembre de levantar com o pé direito e com um pouco mais de sorte!

'Espero que gostem
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

6 de dezembro de 2008

Estrela do Mar...


"Eu fui para beira da praia pra ver o balanço do mar, me lembrei da sereia e comecei a chamar!"

Me lembro de acompanhar meu pai nas viajens matutinas que ele fazia em auto-mar para pescar.
E foi numa dessas manhas normais de trabalho em que ele passou muito mal no barco, de ficar um tempo inconciente e se sentir muito tonto, mas ele muito forte como sempre foi nao deixou-se abater. Se passou uma semana e ele muito fraco caiu de cama, nao conseguindo aguentar.
Eu tinha 8 anos e me recordo de ver minha mãe chorando aflita por conta dele, nao entendia direito o que estava acontecendo e comecei a ficar assustado.
Ele me chamou no quarto e disse para mim ser forte pois nao teria mais o que ser feito, para mim não abandonar minha mãe e continuar com a pesca, nao consegui segurar e comecei a chorar desesperado.
-Não chore meu filho, eu nunca vou te abandonar, nao importa aonde estiver! Agora me faça um favor...
Ele me pediu que pegasse uma grande concha que ele tinha a tempos numa pratileira acima da cabeceira da cama e que eu apagasse a vela que seu Joaquim, o curandeiro do vilareijo deixará ao seu lado.
-Preste atençao filho, farei minha ultima prece a minha querida Sereia e amanha nessa mesma hora quero que você devolva essa concha ao mar.
-Mas por que pai? - perguntei curioso.
Ele me explicou que tinha ganhado aquela concha a muito tempo átras da bela Rainha do mar e sempre que precisou era só pedir a brilhante concha que a Sereia vinha ao seu auxilio, e assim começou sua oraçao e a concha começou a brilhar e a envolver seu corpo com sua intensa luz. Fiquei impressionado com o que via e nao entendia da onde saia tanto brilho.
Meu pai faleceu pela manhã e foi uma grande perca pra todos, mas ele trazia em seu rosto um semblante calmo, suave e satisfeito.
Durante a noite seguinte entrei no mar para fazer o que ele me pediu, antes de devolve-la a agua fiz uma prece a ela como meu pai fizerá na noite anterior, mas ao contrario dele a concha nao me devolveu nem uma faisca, fiquei um pouco decepsionado e a lancei mar a dentro.
O tempo se passou e eu segui a rotina de meu pai, saia antes do sol nascer e voltava antes dele estar alto.
Se completava naquela noite de céu limpo e estrelado 10 anos desde a morte de meu pai.
Entrei na água que refletia a lua pratiada e me espantei pela tranquilidade das ondas que pareciam beijar o casco de meu barco de tao suave que estava seu balanço, foi quando ouvi um doce cantar vir de dentro d'agua, fiquei admirado com a beleza do som que vinha das ondas.
A lua clariava as aguas, mas uma luz mais intensa apareceu por tras do barco, ao me virar vejo uma bela mulher bailando nas ondas e percebi que a canção que eu ouvirá vinha dela.
Ela trazia acima da cabeça 3 estrelas radiantes que ofuscava minha visão com seu intenso brilho.
Seu canto ficará mais alegre ao ver que chorava de emoção por sua presença.
Ela ergueu seus braços e pude ver em uma de suas mãos a concha que eu devolverá ao mar 10 anos atras e na outra uma brilhante estrela do mar que inrradiava uma luz azul intensa e penetrante.
Com lagrimas nos olhos recebi das mãos daquela encantadora Sereia a estrela tão brilhante como as que cobria o céu naquela noite.
Hoje ja se passaram 60 anos desse episódio e já nao moro mais na beira da praia como anteriormente, ainda tenho o tão amado presente da Sereia, que como meu pai me disse, nas horas de desespero é um porto seguro.
As vezes, ao cochilar na varanda ouço o cantar da minha amada Sereia, que me faz acordar as lagrimas e sentir uma imença saudade do mar...

'Odoya minha Mãe Sereia, Odoya Mãe Yemanja!
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

2 de dezembro de 2008

Cartas Rasgadas...

"Ainda espero aquele tempo que você me prometeu que viria e te levaria do meu pensamento!
Eu sabia que tudo o que você me dizia, NADA era tão verdadeiro quanto a dor que sinto agora!
Mas ainda lembro seus olhos e seu sorriso, isso me perturba pois eu sei que você JAMAIS existiu e que seu lugar aqui dentro, nada nem ninguem ocupará!"
'Rodrigo Reis

Hoje ao andar pela rua me lembrei de alguns meses atras quando você ainda fazia parte da minha realidade.
As pessoas passavam por mim e eu enxergava você em todas elas.
Ainda te tenho em minha mente e eu nao consigo entender porque não consigo te libertar!
Você me tinha em suas mãos, porque deu crédito ao que os outros disseram?
Me diga, por que você nao foi diferente?
Por favor, me explica o porque e você ter partido assim, como quem não sentiu nada?
Agora se completa um pouco mais de oito meses e como estou?
O mesmo de sempre e você, como está?
Mudou logo na primeira semana, acha que não senti?
Cada sorriso seu para outra pessoa, era como uma facada em meu peito, você nao ve?
Dói sabia? Você pode sentir? Pode ouvir meu pranto?
Sim, eu lutei contra o desespero desde quando você disse adeus, pensa que esqueci? Mas agora ele me consumiu.
Assim como seus olhos, suas ultimas palavras ficaram cravadas em minhas lagrimas!
E você? Você saiu por ai aproveitando sua juventude, enquanto eu assumi toda a responsabilidade de um adulto que você não foi!
Você pode dizer que nao tinhamos nada, mas você sabe que tinhamos!
Quando acabou para você, por quê acabou?
Você não pode me esperar não é? Não é?
Eu espero que eu te entenda um dia!
Sua falta? Sentirei todos os dias como sinti nesses meses, mas meu orgilho não me permitira que admita como faço agora!
Maldito orgulho, amaldiçoado seja ele!
Agora a tristeza me consome e me deixa em lagrimas.
Consequencias por ter acreditado no teu amor? me diga!
Quem sabe algum dia não nos encontramos?
Se essa hora chegar, e ela há de chegar, quero além de olhar nos seus olhos, e depois de ver seu sorriso lhe falar o que sempre quis te dizer: TE AMO!
E agora rasgo essa carta em varios pedaços me prometendo nunca mais fazer isso!
P.S:Você me esqueceu não é mesmo? Mas eu nao! ainda procuro o bilho que enxerguei em seus olhos nas estrelas que me guiam no céu!
Adeus
'desabafo.
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

25 de novembro de 2008

Melhor Amiga...

Conheci Alexandra quando ainda éramos crianças, para ser mais exato na fila do algodão doce no aniversario da Fernanda. Nos tornamos amigos logo de cara, alias não era muito dificil pegar amizade com aquela baixinha.
Passamos nossa infância inteira juntos. O tempo passou e veio a adolescência e nos unimos mais ainda nessa fase, não tenho outra lembrança se não as noites em claro conversando, rindo, chorando ou até mesmo aqueles momentos em que o silencio dominava e logo em seguida caiamos na gargalhada.
Terminamos o ensino médio com total tranqüilidade e logo estávamos a um passo da faculdade, íamos cursar áreas diferentes, mas não conseguíamos ficar separados até porque era desde o jardim de infância estudando junto, então resolvemos ir para a mesma universidade ( você deve estar se questionando se não nos desgrudávamos... e a resposta é NÃO, não conseguíamos fazer nada sem a ajuda, o auxilio ou apenas o apoio do outro) e assim enfrentávamos mais uma fase de nossas vidas.
Já estávamos a algum tempo na faculdade quando Alexandra conheceu Henry, um inglês que estava por um tempo no Brasil.
De inicio confesso que me mordia de ciúmes, até porque ela não fala em outra coisa a não ser ele, mas logo cai na real e parei com essa bobagem. Depois de dois meses ele e Alexandra começaram a namorar. Percebi que nos afastamos um pouco, mais não ia bancar o amigo ciumento, ainda mais vendo ela tão feliz do jeito que tava.
O tempo passou de pressa e já estávamos comemorando nossa formatura e foi quando eu vi que minha vida iria perder seu sentido (esta parecendo papo de um cara abandonado, sem namorada ou amigos, mas não é bem assim. Bom, deixa eu continuar explicando que logo vocês entenderão.)
E como já dizia Shakespeare:

“Depois de algum tempo você descobre que as pessoas com quem você mais se importa são tomadas de você muito depressa.”

E foi com esse trecho em mente que recebi a noticia da proposta que ofereceram a Henry para voltar para a Inglaterra com um ótimo emprego e blábláblá, mas tinha um porem, Henry tinha se apaixonado por Alexandra como nunca ocorreu em sua vida e que não iria aceitar deixar-la aqui e viajar sozinho, correndo o risco de nunca mais vê-la.
Alexandra pediu algumas semanas para poder pensar na proposta, mas em poucos dias já tinha aceitado e corrido atrás de toda documentação.
A viagem aconteceria em três meses e acreditem, demorei mais para escrever essa historia do que esse tempo a passar. E lá estava eu, três meses depois no aeroporto me despedindo de uma amiga que não tinha uma só lembrança que ela não aparecia rindo ou chorando, perdendo ou ganhando junto comigo.
E novamente aqui estou eu, sete anos depois, no mesmo aeroporto esperando Alexandra voltar com meu afilhado. Sim as coisas por lá estavam tão bem que até eu acabei ganhando. Não perdemos o contato nesse meio tempo, mas nenhuma carta ou e-mail substitui uma noite inteira de conversa com minha melhor amiga
Não posso dizer que me arrependo de alguma coisa nessa vida, mas honestamente lamento não ter aproveitado ao maximo nossos momentos juntos.
Agora terei que ir, já foi anunciado o pouso do avião de Alexandra e irei esperar-la no portão de embarque!
Até a próxima!
'Conto inspirado na minha bést mais bést³ de todas!'
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

Comunicando

Os contos são narrativas curtas, com situações fantasiosas criadas pela grandeza de um imaginário (momento aula de literatura ;P). Assim, todo leitor que se preze não poderia deixar de sentir-se atraído por estes textos tão envolventes. No everything não podia ser diferente! Como devem ter percebido, no último post apresenta um conto emocionante inspirado em João Felipe. O primeiro de uma série incrível de contos que teremos o prazer de ler Çç Baseada em características de conhecidos, estas narrativas nos farão rir, aprender e refletir sobre vários aspectos da vida.
"Everything sai na frente, publicando contos de pessoas reais como eu e você C;"
' orgulho deste garoto (:
By: - Lele

23 de novembro de 2008

Falta de tempo...


Tinha 16 anos quando notei que três anos da minha vida se passaram sem ao menos perceber, o porque não tenho certeza até hoje.
Talvez seja esse meu jeito destraido de ser ou porque estava fazendo tantas coisas que o tempo passou sem ao menos me dar qualquer satisfação.
Hoje, ao completar 19 anos, estava me lembrando dos meus 15 e não enxergo nada mais em minhas lembranças do que a pressa que eu tinha por fazer tantas coisas ao mesmo tempo.
Era trabalhos escolares (sim, eu era um aluno dedicado ao colégio),ou ajudando meu tio na loja de informática. Bem não era um trabalho considerável, mas o que eu ganhava não dava pra dizer que era feito caridade e ajudava bastante naqueles tempos.
E pra completar minha tão corrida adolescência, durante a noite eu fazia um curso técnico de eletromecânica. Era legal, mas deixava minha rotina semanal mais exaustiva ainda.
Não sei como arranjei tempo para me apaixonar por Elaine, uma garota lá da escola que sempre ao passar em minha frente deixava longos sorrisos e profundos olhares sobre mim.
Por conta de Elaine percebi que tudo que estava fazendo, toda aquela correria e falta de tempo, não estava me levando a lugar nenhum naquele momento.
E foi numa sexta-feira de Março que pude comprovar isso, Elaine marcará sua tão planejada festa de 15 anos justamente no dia e que o meu professor do curso marcou o teste para o estagio em uma empresa qualquer (bem, não era uma empresa qualquer, só uma especializada no ramo onde eu cursava), tentei de todas as formas fazer o professor adiar o teste mais nada feito, ele era muito complicado(para não dizer outra coisa) e difícil de lidar e acabou por deixar naquele dia mesmo.
Acabei por não ir a festa de Elaine e fazer a maldita prova, que posteriormente fiquei sabendo que não tive sucesso algum.
Após o final de semana culpado por não ter ido a festa de Elaine, chegou segunda-feira e de volta as aulas não se falava de outra coisa se nao era o aniversario.
Elaine ficou desepsionada por eu nao ter ido e nao olhava na minha cara durante todo o período, fui conversar com um colega para saber com detalhes o que tinha acontecido e segundo o que ele me disse, ela teria contado para uma amiga que estava afim de mim e que se tivesse ido na festa talvez teria rolado alguma coisa.
Fiquei totalmente desconcertado após saber disso, tentei por varias vezes ter uma chance com Elaine depois disso, mas ela sempre dava a mesma desculpa: "Você não foi na minha festa!".
Se passaram alguns meses e por ter mudado de escola quase que nao via Elaine.
Resolvi largar o curso e o emprego na loja do meu tio, talvez volte quando conseguir conciliar mais as coisas e as pessoas.
Aprendi que responsabilidade vem com o tempo e que só conseguimos fazer varias coisas ao mesmo tempo (se conseguimos) no tempo certo.
Hoje, estou prestes a entrar numa faculdade de arquitectura e consegui um estagio em uma empresa do ramo e depois do episódio do aniversario de Elaine, nunca deixei de me divertir e de estar disposto para as pessoas que amo e sem hipocrisia? Hoje sou mais feliz dando um passo de cada vez!

'Cronica'(isso é uma cronica?) inspirada no Joao Felipe, um amigo um tanto quanto 'ocupado'!


Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

19 de novembro de 2008

Ser melhor...


"Vivemos esperando o dia em que seremos melhores. Melhores no amor, melhores na dor.Melhores em tudo."
(J Quest - Dias melhores.)
O que é ser melhor ou pior que alguém?
Quem define o que é melhor?
Por que define?
Para que define?
Vejo nesses últimos tempos pessoas pisoteando pessoas para se mostrarem melhores que as outras, pessoas matando pessoas para imporem sua religiao, crença e cor por se sentirem melhores.
E o que leva a essas melhoras?
Será que é possivel um ser humano, imperfeito como somos melhorar?
Será que existe possibilidade de uma pessoa ser melhor com outras, simplesmente por ser?
Será que veremos um dia, todas as religioes pregarem a seus seguidores a consideraçao com o seu proximo?
Será que existe melhora para a humanidade?
Você, sinceramente se acha melhor ou pior que alguem? Por que?

Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

15 de novembro de 2008

Tempestade


"Seu amor foi como uma tempestade de verão, rapida e desastrosa. No começo sentia suas gotas refrescarem minha alma, hoje vejo a destruiçao que causou ao meu coraçao"


Sem mas por hoje...
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Obrigado,
Rodrigo.

13 de novembro de 2008

Prova de Amor

Conhecia Monique na faculdade já fazia um tempo, mas creio que me apaixonei desde a primeira vez que a vi.

Lembro-me que nas primeiras semanas já éramos amigos e meses depois começamos a namorar. Monique era uma garota incrível, meiga e muito bonita, estava realmente apaixonado por ela.

Estávamos prestes a completar um ano de namoro quando recebi um telefonema em meu serviço, ao atender reconheci a voz de Amélia, minha sogra totalmente apavorada. Já nervoso pedi que ela se acalmasse e me explicasse melhor o que estava acontecendo, ela parecia muito transtornada e não conseguia dizer o que tinha ocorrido, apenas disse onde estava.

Desliguei o telefone e, deixando tudo no trabalho fui correndo ao seu encontro, ao entrar no quarto daquele hospital vejo Amélia sentada próximo a uma cama entregue as lagrimas, sem entender nada dirigi meu olhar para a maca e vejo Monique enfaixada quase que o corpo inteiro, incluindo sua face. Nesse momento meu mundo perdeu o chão, parecia estar despencando em um buraco sem fundo, ver Monique toda enfaixada e com vários aparelhos entubados em seu corpo me deixou totalmente sem reação e completamente sem rumo.

Aproximei-me de Amélia e coloquei minha mão sobre seu ombro e não consegui pronunciar uma palavra se quer, pois o nó que tinha em minha garganta não permitia. Ficamos minutos ali, em profundo choro até que o medico chegou para dar noticias sobre o estado de Monique.

Segundo ele o acidente tinha sido muito grave, e com a explosão do veículo alem de ter queimado grande parte de seu corpo, afetou sua visão. Aquilo tudo parecia um grande pesadelo que eu não conseguiria acordar nunca, passei aquela semana inteira ao lado de Monique no hospital totalmente desacordada. No final de semana, Amélia pediu que eu fosse para casa descansar. Acatei seu pedido, mas não adiantou muito, pois em casa conseguia dormi menos ainda do que no hospital e também chorava bastante.

Na segunda-feira pela manha passei na empresa e expliquei o que tinha acontecido, consegui um tempo de licença para poder ficar com ela, ao chegar ao hospital antes do almoço encontro meus sogros saindo do quarto, bastante abalados indo almoçar.

Perguntei como estava Monique e Amélia não conseguindo se conte saiu chorando, deixando que Adriano me desse às notícias sobre a filha. Ele me levou até uma sala que se encontrava no andar e pediu que eu me sentasse para ele explicar melhor o que estava acontecendo.

Adriano de cabeça baixa começou a contar que Monique tinha acordado no final de semana, então o interrompi:

-E ela perguntou por mim?

Segundo o que ele respondeu a memória dela tinha sido afetada e que ela mal reconheceu os pais, não conseguia acreditar naquilo e pedi para vê-la. Ele concordou e desceu ao encontro de Amélia.

Ao entrar no quarto vi que Monique dormia e me aproximei da cama, ao segurar em suas mãos comecei a chorar, ela acordou assustada comigo, sem entender muita coisa falei:

-Sou eu meu amor!

Ela não reconhecendo minha voz começou a gritar apavorada, pedia que ela se acalmasse, mas parecia que quanto mais falava pior ela ficava, chegou o medico e pediu que eu me retirasse, pois ela não podia se agitar daquela forma, Adriano falou para eu não voltar mais lá por um tempo, não consegui atender ao seu pedido, ia todos os dias para o hospital saber noticias sobre o estado de minha namorada.

Meu peito passava apertado quase o dia todo, até que depois de um mês que Monique estava internada ouvi o medico dizer que ela precisaria de um transplante ocular e que a caminharia para a fila de doação.

Ao escutar isso outra bomba caiu sobre minha cabeça. Tentei entrar no quarto, mas Adriano me impediu, implorei por noticias, mas ele me pediu que fosse embora, não conseguia compreender o porquê daquilo tudo então resolvi ir atrás do medico que cuidava de Monique.

Ele me falou pouca coisa, apenas disse que ela realmente iria precisar de um transplante ocular, e assim que conseguisse demoraria poucos meses para ela receber alta. Por um lado fiquei aliviado, mas acabei me lembrando que nessa fila alem de existirem varias pessoas esperando, o risco dela não conseguir o transplante era muito grande.

Peguei meu carro e fui para a praia mais perto dali, precisava por meus pensamentos em ordem para tomar uma decisão.

Após um dia inteiro na beira da praia, pude organizar minhas idéias e decidir o que iria fazer.

No dia seguinte voltei ao hospital e fui falar com o medico, meu coração batia acelerado e eu estava muito nervoso, contei tudo que estava planejando fazer e meus motivos, ele muito surpreso com minha atitude perguntou se era isso mesmo que eu queria e que não teria mais volta.

Fiquei um tempo a pensar, mas já estava decidido era aquilo que iria fazer e não mudaria de idéia naquele momento!

Não comuniquei minha decisão aos meus sogros, apenas pedi para conversar com Monique que, ao me ouvir ficou assustada pedi que me deixassem a sós com ela para que pudéssemos conversar.

Essa foi uma conversa muito dolorosa para mim, Monique dizia que por estar daquela forma não queria que eu me prendesse a ela, pois ela mal se lembrava de mim e que eu estaria livre para seguir minha vida. Aquelas palavras não cabiam em meu coração e a dor que sentia era imensa, disse que nunca a abandonaria e muito menos naquele momento. Ela não queria me ouvir, parecia estar decidida e terminou comigo naquele dia mesmo.

Aquilo me provocou tamanha tristeza, mas o amor que sentia por ela não conseguia se conte em meu peito e não voltaria atrás em minha escolha.

Assinei toda a papelada do transplante e em uma semana depois, estava entrando na sala de cirurgia, pedi sigilo absoluto ao medico quanto ao comunicar meus sogros quem era o doador e assim foi feito. A cirurgia foi um sucesso, Monique recebeu alta meses depois totalmente recuperada.

Já se passaram quinze anos e hoje, quando fui ao banco pude reconhecer sua voz, não sei se ela se lembrou de mim, mas ao sentir sua presença, pude sentir todo o amor guardado em meu peito por tanto tempo pulsar forte novamente.

Não me arrependo do que fiz e se pudesse teria feito mais por Monique, tenho vontade de contar que quem fez a doação para ela fui eu, mas o tempo é justo e se encarregara disto! Até hoje não consegui esquecer-la e muito menos apaixonar-me de novo, mas isso não me importa, mesmo sozinho o amor que tenho em meu peito é suficiente para me fazer acordar dia após dia!


Minha interpretaçao desse video:
http://br.youtube.com/watch?v=fwp9jl3aRfo


Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.