8 de dezembro de 2008

Acontecimentos'


Às vezes nos acontece tanta coisa não é mesmo? Estamos tão vulneráveis a certos acontecimentos que muitas vezes nos questionamos o porquê daquilo ter acontecido.
Será que é o destino, plano divino ou falta de sorte? Não sei responder!
Só sei que quando uma coisa ruim acontece pode esperar que outras piores acontecerão em seguida, não é ser pessimista, mas uma questão de realismo.
Relatarei aqui um episodio ocorrido comigo há umas semanas atrás que preferia esquecer, mas essas coisas não podemos abandonar no calabouço de nossa memória e devemos passar para frente.
Estava andando no final de tarde a caminho do cursinho, o sol ainda não tinha se posto e me clareava a cara, me fazendo não enxergar um passo a frente do nariz, sim aconteceu o que vocês caros leitores imaginam, soquei minha calça recém comprada na poça d’água. Até ai não era nenhuma calça ‘fórum’ ou alguma marca dessas que eu ficaria realmente atordoado de ter me jogado numa poçinha qualquer, mas poxa era minha calça cinza nova que eu tinha adquirido recentemente no brechó de uma tia que não via desde que possuía bochechas fofas e boas de apertar. Fiquei um pouco irritado, mas o que eu poderia fazer naquela altura do campeonato? Seguir em frente!
Antes de chegar ao meu curso, passei ao banco para tirar alguns trocados para comer um lanche ou algo assim ao chegar em meu destino, não sei se foi paranóia minha, mas vi alguns olhares debochados para a barra da minha calça, pequenos buchichos e até risadinhas maldosas. Nesse momento fiquei realmente nervoso e acabei pegando uma quantia inferior ao que planejará pelo fato de estar prestes a perder o controle.
Cheguei ao curso mais aliviado por ver que a barra já havia secado, porém permanecia suja, mas como muitos também andavam com calças rasgadas, faltando pedaços não liguei, pois se esses tipos de calça faz sucesso, por que as minhas um pouco sujas na barra não poderia fazer moda? Continuei meu caminho até a sala 258, lá eu estaria realmente protegido da lei do caos!
Mero engano, quando cheguei à aula já havia começado e tive que esperar até o intervalo para poder entrar, mas não seria tão ruim se eu não tivesse entrado na sala cantando “É o amor!” e com minha adorável calça suja, a turma foi as gargalhadas e eu? Fiquei um pouco mais vermelho do que o vestidinho cor de sangue da professora!
Fui para a cantina comprar alguma coisa bebível para ver se tirava aquela secura da garganta, já que a vergonha que passei ninguém merecia!
Ali no pátio senti-me aliviado, pois nada de ruim poderia me acontecer, pelo menos era o que eu imaginava.
Tia Clotilde me trouxe um copo de suco e disse:
-Fica tranqüilo menino, essas coisas acontecem!
E voltou para a cantina, e eu realmente resolvi aderir aquele pensamento de que era loucura da minha cabeça que eu tivesse pegado alguma mandinga, olho gordo ou até mesmo de calhar de ser uma sexta-feira 13, mas por via das duvidas peguei o sal e lancei para trás, e logo vi que realmente eu não estava azarado e sim fu... , o Professor Pedro diretor do cursinho estava atrás de mim na hora da realização desses ‘descarrego’ e o sal pegou justamente no casaco de lã novinho do diretor, claro que eu, novamente adotei a cor rubra da vergonha e fiquei ali ouvindo o sermão daquele eximiu palestrante.
Tocou o sinal para o intervalo e finalmente pude adentrar a sala e respirar aliviado, ali não teria perigo, ali não ocorreria desastre algum, bem essa esperança passou tão rápido quanto o chiclete que atacaram em direção ao meu cabelo.
Não pude acreditar que em pleno século XXI ainda existia essas guerrinhas em pleno cursinho pré-vestibular, eles saíram rindo e foram tomar um lanche, enquanto eu fiquei ali com a Professora Vera, que já veio logo me avisando que não poderia ficar me atrasando assim, que deveria cumprir com meus compromissos porque se não, não estarei apto para o mercado de trabalho tão exigente.
Caramba, estou com chiclete ‘big big’ mastigado a mais ou menos 2 horas grudado no meu cabelo e ela vem me dizer que eu não estarei apto para o mercado de trabalho, enquanto aqueles bardeneiros que serão futuros médicos, advogados ou arquitetos estarão a solta por ai atirando chiclete nas pessoas? Só não mandei a dona Vera cuidar do marido dela que vivia dando em cima das faxineiras porque a tesoura que estava em minha mão me controlava, felizmente caros leitores, não veio nenhum infeliz e me fez cortar o que não devia do meu cabelo e no dia em que me encontrava essa oportunidade me deixou muito feliz! O resto da aula foi tranqüilo e pelo visto o chiclete havia fechado a serie ‘azarado por um dia’, mas como toda serie que se preze a minha teve que ter uma faixa bônus! Por que não?
Acabada a aula fui para casa refletindo como tinha sido meu final de tarde: poças, atrasos, sal no diretor, chiclete no cabelo e me perguntava o que mais me faltava com um pouco de medo da resposta.
Que só veio a ser revelada quando eu, já todo ensaboado embaixo do chuveiro descubro que todos em casa haviam saído e a chave de luz que não entendo por que cargas d’água fica do lado de fora de casa havia desligado, mas depois do bloco de água gelada cair em meus ombros pouco me importava aonde ficava a porcaria da chave de luz.
Fui dormir espirrando até o cérebro, rezando para que no dia seguinte eu me lembre de levantar com o pé direito e com um pouco mais de sorte!

'Espero que gostem
Comentem!
Obrigado,
Rodrigo.

2 comentários:

Patty Hernandes disse...

Oie.!

Noossa ...muuuito bom...
vc escreeve muiito bem...
adorei...

BeeijiinhO Patty

Anônimo disse...

béstinhoo *.* poakspokspoakspokas foi o texto de azarado mais divertido que já li o// aliás não gostei, amei *----* aposkaopska
beijo (: